segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Colônia do Sacramento, Uruguai.

Dia 2: Colônia do Sacramento

Colônia do Sacramento está à 180 quilômetros de Montevidéu, e é uma ótima dica de passeio de um dia.
A estrada é tranquila, mas não espere paisagens exuberantes pelo caminho.A paisagem só vai mudar mesmo quando um caminho repleto de palmeiras anuncia que você está chegando.


 
A cidade é uma graça, cheia de casinhas do período colonial. Tudo é tão conservado por lá que a cidade foi declarada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Quem anda pelas ruas de Colônia do Sacramento pode facilmente se lembrar da nossa Paraty, com suas construções antigas e suas ruas de paralelepípedos. Porém, no lugar do mar, temos o Rio Del Plata que oferece um visual bem bonito de vários pontos da cidade.








 
E fácil se apaixonar pelo lugar, o cheiro de carne assada toma conta das ruas da cidade. Lojinhas de artesanato, bares, restaurantes estão por toda parte.
Não precisa ser um entendedor de história para logo perceber que o local passou por conflitos. Caminhando por lá, você vê canhões apontados para a vizinha Buenos Aires, que fica do outro lado do rio ,além de  muralhas e faróis de observação. Na verdade, Colônia do Sacramento foi fundada em 1680, por portugueses, e depois tomada por espanhóis. Foram quase duzentos anos de briga até a independência.




 
Uma opção de passeio é atravessar o rio e ir até Buenos Aires através de um ferry boat. A travessia pode durar de uma a três horas, dependendo da embarcação que você escolher. Os preços eram meio salgadinhos, então optamos em ficar só em Colônia. ( informações: www.buquebus.com )
No quesito alimentação, Colônia do Sacramento entrou para nossa lista como a maior roubada gastronômica de nossas vidas. A cidade cheirava churrasco e decidimos que era isso que comeríamos.
Escolhemos o restaurante que tinha mais movimento, nos sentamos numa mesa na calçada e pedimos a tradicional "parrilla" servida na mesa.
Eis que quando nossa parrilla chegou, sobre uma churrasqueirinha havia: frango, chouriço, rim, fígado, bisteca de porco e acreditem: tripas! Meu estômago não ficou feliz com nossa escolha, o cheiro era delicioso, mas o sabor, pelo menos para meu paladar não era nada agradável. Para animar ainda mais a festa gastronômica que nos aguardava, recebemos a companhia de dois convidados especiais: dois cachorros enormes ( enormes de verdade) se juntaram a nós. Um deles, quando abanava o rabo, balançava nossa mesa. Confesso que gosto de cães, mas não curto muito a presença deles em restaurantes, mas eles não compreenderam e permaneceram lá...grudadinhos na gente. Meu marido, embora seja um homem grande, não foi valente o bastante para tirar os cães de lá, afinal, ele queria voltar para o Brasil inteiro. No final das contas, a companhia deles nos ajudou bastante, afinal, eles comeram a maioria das iguarias que estavam sobre nossa mesa, inclusive os rins e as tripas. Depois de satisfeitos, deitaram-se aos nossos pés e alí ficaram até pagarmos a conta. Até que foram cães educados!
 
Terminado o banquete, fomos andar pela cidade e encontramos uma sorveteria artesanal que salvou nosso dia, chupei um dos sorvetes de doce de leite com pistache mais gostos que provei até hoje.
Voltamos no fim da tarde para Montevidéu, exaustos, mas felizes por ter tido a oportunidade de conhecer uma cidadezinha tão fofa!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Roteiro de 4 dias no Uruguai

Dia 1: Montevidéu

Era mais uma viagem de trabalho do meu marido.
Uma reunião numa quinta-feira, véspera de feriado.
Por acaso, um dia depois do meu aniversário.
Era a oportunidade perfeita para eu pegar uma carona e visitar este lugar que eu amava mesmo antes de conhecer.
Chegamos ao aeroporto por volta do meio dia, pegamos o carro no aeroporto e nos dirigimos rapidamente para o hotel, onde meu marido me deixou e foi para sua reunião de trabalho.
O NH Hotel, fica num lugar ótimo, de frente para o Rio Del Plata( ou Mar Del Plata) e perto do centro. Oferece um café da manhã muito bom e sem falar que o quarto é maravilhoso.
 
 
Não era inverno, estávamos em abril, mas levei uma bela frente fria na bagagem! Uma garoa forte e persistente acompanhada de um vento surreal deixou o céu cinza e as águas do rio com uma cor bem sem graça. Para minha infinita tristeza, na hora de fazer a mala, nem pensei na possibilidade de uma mudança brusca de temperatura. Quando abri minha mala não sabia se ria ou chorava... vestidinhos lindinhos preenchiam o lugar de onde "deveria" ter um casaco bem quentinho. Ainda bem que lembrei pelo menos de por uma malha na mala, foi ela quem me salvou!
Eu estava animada demais para ficar me lastimando pelo mal tempo, me agasalhei com aquilo que tinha na mala e saí para explorar as redondezas do hotel.
Quando saí, percebi que realmente o tempo não estava querendo colaborar, a garoa fina, se tornou quase uma chuva, mas continuei andando e procurando um lugar onde eu pudesse comprar um guarda chuva.
Depois de caminhar muito e estar toda molhada, tive meu primeiro contato com o peso uruguaio. No começo é meio complicado saber o valor real das coisas, mas depois você acaba se acostumando.
Entrei em algumas lojas e vi os preços de alguns casacos, mas eu estava com sérios problemas para converter os valores e achava tudo muito caro! Eu não compraria um casaco para passar apenas quatro dias e depois deixa-lo mofando em meu guarda roupas junto com os outros que eu usava de vez em nunca! Sim...confesso que sou pão dura!
A caminhada pela cidade me aqueceu, andei a tarde toda, sem rumo e morrendo de medo de não achar nunca mais o hotel e virar uma andarilha sem teto nas ruas de Montevideo. Eu estava sem sinal de Internet e telefone, assustador para uma pessoa que adora estar conectada.
Parei no Burger King para comer, não quis arriscar escolher um lugar diferente, eu estava sozinha e um lanchinho seria suficiente.
Montevideo é uma cidade encantadora! As construções antigas ao lado das modernas, os cachorros enormes circulando pela cidade, praças e jardim bem cuidados. Os uruguaios também me trataram muito bem, fui compreendida mesmo sem falar uma palavra em espanhol.
 







 
A chuva deu uma trégua e eu avancei a caminhada para a área portuária, e como porto é sempre porto, mudei minha rota rapidinho.
Prestes a ter uma hipotermia, apertei o passo e segui na direção do hotel. A chuva tinha parado (quase não usei o guarda-chuva) mas vento parecia cortar meu rosto e naquele momento eu só queria duas coisas: não me perder e um banho bem quente.
Cheguei ao hotel e não sentia meus dedos dos pés, nem a ponta do nariz, mas meu coração queimava de alegria em pensar que finalmente eu estava no lugar onde sempre dizia que gostaria de morar.
Foi o tempo certinho de tomar meu banho e meu marido chegar do trabalho, e para minha alegria, ele estava disposto a dar uma volta no centro da cidade.
Lá fui eu outra vez...
 
Sem chuva, tivemos até direito a ver um tímido por do sol






 
Andamos pelos mesmos lugares que eu tinha andado a tarde, mas como já estava anoitecendo, tudo ficou com uma cara nova.
O jantar?
Bem, o jantar foi meio que uma refeição de trabalhador braçal... não quis pedir a milanesa que meu marido sempre pede e confesso: me dei mal.
Uma coisa você precisa saber sobre o Uruguai, quando eles dizem que a refeição serve um, não leve muito a sério...geralmente o prato é suficiente para alimentar uma família inteira.
Voltamos ao hotel e era hora de descansar, tínhamos muitos planos para o feriado, no dia seguinte!
 
Terminei de comer e o prato parecia cheio.

 
 



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Um dia em Vitória, ES. Para fechar o passeio de trem com chave de ouro

O dia estava lindo, e o sol escaldante!
Antes de sair do quarto me besuntei de protetor, não queria comprometer meu bronzeado alpino.
A vista da janela do meu quarto realmente era inspiradora! Se não fosse o fato de ter que usar aquela cama dura e olhar aquelas paredes mofadas, eu diria que o hotel era realmente bom.
 
 
Fiquei feliz ao fazer o check-out!
Era nossa primeira vez em Vitória, tudo seria novidade.
Começamos nosso passeio pelo ponto mais distante, dirigimos 58 quilômetros até chegar em Guarapari. A estrada é boa, e as pontes no trajeto são um show a parte.
 






 
Comemos um peixe fabuloso, e para variar ( me perdoem... nessa época eu nem pensava em fazer um blog!) eu não sei o nome do restaurante e nem a localização, só sei que a comida era fantástica, muita fartura e sabor por um preço razoável.
 


 
Um ponto turístico imperdível é sem dúvidas o Convento da Penha. A vista é incrível! Prepare as pernas e suba até o topo do convento. Leve água, você vai precisar! O Convento fica aberto somente até as 16:45, então não adianta querer aproveitar a vista para curtir o pôr do sol.
 










 
Passamos pela Ilha do Boi, um bairro nobre com casas lindíssimas! A pesar de lindo, achei o lugar meio intimidador e nem descemos do carro.
Nosso voo estava previsto para o final da tarde e não podíamos nos esquecer que o fator trânsito é uma realidade em qualquer capital, portanto não demos bobeira e nos programamos para irmos sempre na direção do aeroporto, aproveitando ao máximo cada cantinho, cada paisagem do trajeto.
 








 
Realmente Vitória me surpreendeu... Estamos tão acostumados a ouvir sempre sobre os mesmos roteiros, que muitas vezes perdemos a chance de conhecermos lugares lindíssimos!
Certamente voltarei para conhecer com calma e me hospedar num hotel de verdade!
Sem contar que a Fábrica da Garoto ainda é um lugar que quero visitar.