terça-feira, 31 de outubro de 2017

João Pessoa, um dia para encher os olhos

A foto turistona nunca pode faltar

Mais uma vez arrumamos nossas malas, era hora de começar o trajeto de volta.
O destino desta vez era mais perto, de Natal até João Pessoa são apenas 195 Km.Como tínhamos tempo, decidimos passar para conhecer a praia de Pipa.
A praia é realmente bem bonita, pena que mais uma vez fomos agraciados com um céu cinzento e chuviscos esporádicos, e à esta altura eu fazia um trabalho psicológico intenso para não me abater, pois acreditem, passar vários dias sob a influência de um céu cinza abala sim nosso psicológico.
Chegando na praia, fomos logo abordados por um guia nos oferecendo um passeio de barco, fechamos com ele por R$ 120,00, para nós quatro e digo que foi o passeio que salvou nosso dia. O barco nos levou à Baia dos Golfinhos, não chegamos muito perto da praia, mas este passeio nos rendeu uma bela vista das falésias com direito a avistar dois golfinhos que faziam suas firulas por ali.Quando o barco parou, arriscamos um mergulho no mar que valeu super a pena.
Almoçamos em Pipa, num restaurante bem gostosinho, mas com preços quase tão salgados quanto a água do mar. Não me recordo o nome dele agora, e esse é um dos grandes problemas de escrever um post tanto tempo depois da viagem ( da próxima vez anoto, prometo!)
Eu não conseguia parar de pensar em como aquele mar seria lindo num dia de céu azul, no contraste das falésias com a areia branca... sim... mais uma vez vou deixar registrada aqui minha frustração com o período mais chuvoso da história do nordeste... #eufui #eutava #presenciei

Abri a Internet num dia pela manhã e me deparei com esta linda mensagem







Depois da paradinha estratégica era hora de voltar para o carro e seguir viagem, pois João Pessoa nos aguardava.
Chegamos na cidade a tempo de dar uma passeada pela orla, comprar algumas coisinhas no Shopping de artesanato e comer um lanche.
Nosso hotel desta vez ficou a desejar, uma daquelas roubadas.com de fotos bem tiradas sob ângulos mágicos de um bom fotógrafo. O flat era realmente muito ruim e nem vale indicação, mas seriam apenas duas noites, então nada que não desse para aguentar. 
Mas nem tudo estava ruim em nossa hospedagem... foi neste flat que consegui lavar e secar as nossas roupas! O apartamento tinha janelas enormes e foi ali que fiz a minha favela ( amoooo) lavei as roupas no chuveiro, pendurei em cabides e coloquei estrategicamente no varão da cortina deixando as janelas todas escancaradas. Acredito que quem olhou nossa janela da rua, não tinha uma visão bacana do nosso apartamento, mas o importante é que nossas roupas estavam limpas e secas!
De acordo com nosso roteiro, tínhamos apenas um dia para conhecer as praias de João Pessoa, uma tarefa bem difícil, já que João Pessoa, pelo menos na minha opinião, oferece o litoral com as praias de paisagens mais diferentes de todo o nosso roteiro.
As praias são incrivelmente lindas! Passamos por Barra do Gramame, Praia do Amor, Coqueirinho e Tabatinga e Tambaba ( onde só tiramos uma fotinho na entrada, pois é uma praia naturista e preferimos não arriscar).
Eu simplesmente amei a Praia do Amor e me apaixonei por Barra do Gramame, ali o rio encontra o mar e forma um visual lindíssimo com várias piscininhas.Eu certamente passaria mais tempo ali, explorando aquela região, deitando naquelas pequenas piscinas e tirando centenas de fotinhos...mas nosso tempo era curto, então mais uma vez seguimos viagem.













terça-feira, 24 de outubro de 2017

Natal, lugar incrível!


Saímos de Porto de Galinhas pela manhã, rumo a Natal, com planos de passar por Recife e Olinda e mais uma vez a chuva insistiu em mudar nossos planos. 
Quando chegamos em Recife, paramos no marco zero para a fotinho tradicional, mas nesta altura do campeonato, a chuva era tão forte que acabamos tirando a foto mais rápida de nossas vidas e corremos para procurar abrigo.
A única coisa que deu mesmo para fazer foi visitar o museu dos bonecos gigantes, um lugar interessante, onde você pode ver de pertinho os bonecos usados no carnaval pernambucano.
Desistimos de Olinda e seguimos nossa viagem chuvosa, quem sabe em Natal seríamos presenteados pelo Papai Noel com um lindo sol, ainda restava esperança, apesar de todos os sites sobre clima dizerem o contrário.
Foram 350 Km de alternância entre chuva, muita chuva, chuva fraca, chuvisco e chuvarada, mas para nossa alegria quando chegamos em Natal deu até para curtir um tímido por do sol.
Nosso hotel não ficava próximo da praia, mas era bem pertinho de um shopping e as acomodações eram muito boas. www.monzapalace.com.br
Nossa primeira visita foi ao maior cajueiro do mundo, confesso que me surpreendi com a organização do pequeno parque. O guia local dá um verdadeiro show nas explicações e o passeio rende belas fotos! É uma passeio rápido, tudo gira em torno do enorme cajueiro, claro, sempre com muitas lojinhas de artesanato e lembrancinhas ao redor.

Nosso segundo dia em Natal, foi sem dúvidas o melhor. Passear de buggy é um passeio imperdível! Nós não havíamos fechado com nenhuma agência, queríamos um passeio mais simples, só mesmo para matar a curiosidade. Fechamos o passeio por 130 reais com um rapaz que nos abordou na estrada. Mesmo não escolhendo o passeio com emoção, confesso que foi muito, muito emocionante.
A paisagem é incrível, um visual quase surreal, e para nossa alegria, acreditem: não choveu! Para nossa surpresa, quando chegamos ao topo de uma duna, fomos informados que estavam tirando fotos nossas durante o trajeto e é claro que, ainda com a adrenalina à mil, é impossível resistir a possibilidade de eternizar aquele momento... pagamos os 50,00 pelas fotos na maior alegria.




Depois do passeio de buggy, que durou aproximadamente três horas, ainda deu tempo de visitar a Fortaleza dos Reis Magos, um passeio também imperdível. Recomendo aguardar o guia, que dá um verdadeiro show de história durante as explicações e faz com que aquelas paredes ganhem um significado todo especial.



Das praias que visitamos em Natal, a que mais gostei foi a Praia do Forte, pois como ela é protegida por uma barreira de corais, o mar se torna quase uma piscina e a água é incrivelmente morninha.
Ponta Negra é uma delícia também, mas já é um lugar mais movimentado, cheio de restaurantes, com vista para o famoso Morro do Careca, onde num passado remoto o pessoal se deliciava no esqui-bunda. Hoje o morro é local de preservação e não existem mais atividades turísticas em suas areias.
Nossa visita à Natal foi rápida, mas deixou aquele delicioso gostinho de "quero mais". Sei que tem muito mais para ser visto por ali, mas em nossa breve passagem de três dias aproveitamos muito e vimos um dos lugares mais gostosos de nossas férias chuvosas no Nordeste.





sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Porto de Galinhas e a chuva insistente


Saímos de Aracaju logo cedo, nossos planos era parar em Maragogi, para passar o dia e depois seguir para Porto de Galinhas, onde ficaríamos hospedados.
Logo que pegamos a estrada comecei a ficar preocupada, pois ao olhar o horizonte eu não via mais nada além de nuvens negras. E foi assim, quilômetro após quilômetro. Confesso que o mau humor me abateu nesta hora e meu planos de um dia gostoso em Maragogi começaram a ir ladeira abaixo.
Quando finalmente chegamos em Maragogi, a chuva estava tão intensa, o vento tão forte e o céu tão feio que desanimamos, sem contar que as meninas estavam no sono dos justos no banco de trás. Conclusão: seguimos direto para Porto de Galinhas sem nem ver o mar de Maragogi, uma pena!
Quando chegamos lá, a chuva finalmente deu uma trégua e seguimos para a pousada onde tínhamos reserva.
A pousada escolhida foi a Pousada Mangaju, quando cheguei lá, mais uma constatação: nunca acredite muito nas fotos dos sites de hotéis. Nas fotos a pousada parecia bem diferente do que realmente era. A localização não era das melhores, a pousada fica a 3 Km do centro de Porto, para quem não está de carro não é uma boa opção, pois o caminho que leva ao centro, à noite é bem escuro. A piscina foi o que mais me iludiu, na foto parecia uma piscina grande, mas o que encontramos lá não foi bem assim. Confesso que meu mau humor, por conta dos fatores meteorológicos tornou a situação pior pra mim. Eu literalmente estava vendo tudo cinza naquele dia ( principalmente o céu, rsrssrs). Mas tudo bem, fiz o check-in, nos acomodamos e depois de uns minutos comecei a ver os pontos positivos da minha hospedagem. Era uma pousada bonitinha sim, simples, mas honesta. Tudo limpinho e num lugar até que tranquilo. Os quartos eram espaçosos, com uma pequena cozinha. No dia seguinte, durante o café da manhã, comi os melhores pastéis da viagem, e isso arrebatou meu coraçãozinho de turista frustrada.
Mas vamos falar de Porto de Galinhas!
Bem, o Centrinho de Porto de Galinhas é um lugar movimentado, cheio de lojinhas de lembrancinhas ( achei os preços bem bacanas) e restaurantes, para todos os bolsos e paladares. Na nossa primeira noite, comemos numa pizzaria, depois de comprarmos um quadrinho feito na hora por um garoto local, muito simpático, conhecido na região como "Bucho". Gostei de observar aquele menino, tão novo e tão esforçado, tentando nos agradar com sua arte, ele realmente se orgulhava daquilo que estava fazendo e isso nos conquistou, pagamos 20,00 pelo souvenir que veio embalado no maior capricho. A escolha da pizzaria para o nosso jantar se deve a ele, pois enquanto ele pintava a chuva mais uma vez nos agraciou com sua presença e ele acabou terminando de pintar na calçada dessa pizzaria.Comemos uma pizza com uma massa e recheio bem tímidos, mas com uma limonada suíça muito gostosa e um excelente atendimento da garçonete. A chuva ia e voltava, mas não chegou a atrapalhar nossos planos de passear e ter uma noite agradável. Nossa esperança era o dia seguinte, esperávamos que a chuva desse uma trégua, que o sol aparecesse e nos desse uma visão incrível do mar de Porto, um passeio perfeito  nas piscinas naturais e que os peixinhos estivessem felizes nos esperando. Claro que nada disso aconteceu...
O dia amanheceu mais uma vez cinzento, chuvoso, quase frio... Eu realmente tive vontade de desistir dos passeios e ficar na cama chorando a desgraça do frio no Nordeste, mas depois de um café da manhã gostoso, de acabarmos com todo o estoque de pastelzinho da pousada e da insistência do meu marido criei coragem e fomos passear.
Sim... mesmo com o céu cinzento, o vento frio e o mar feio fomos às piscinas naturais. 
Pagamos 25,00 por pessoa para percorrer o curto caminho até a piscina natural. Mesmo com o dia desfavorável, o lugar estava bem cheio. O jangadeiro para ali e fica nos esperando, o passeio dura aproximadamente uma hora. Recebemos um punhado de ração que fazem com que os peixes venham alucinados atrás de comida, quando a comida acaba eles desaparecem e vão atrás de um turista que ainda tenha ração. 
Quando desci da jangada, tive a infelicidade de pisar num ouriço, os espinhos atravessaram o chinelo e furaram meu pé. Quando alguém te disser que pisar num ouriço dói, acredite, dói muito, muito mesmo! Fiquei uns três dias com o pé doendo, mas não tive febre ( como algumas pessoas dizem que dá) e deu para andar tranquilamente.
Se o passeio vale a pena? Vale. Mas confesso que não foi bem o que eu imaginava.Acredito que tenham piscinas naturais melhores que a de Porto de Galinhas.
Depois da jangadinha, fomos até a praia de Muro Alto. Gostei muito de lá e acredito que seja um lugar bem bacana num dia de calor e céu azul. Como a praia está protegida por uma barreira de corais, fica bem tranquilo curtir a praia, sem ondas, e para as crianças deve ser tudo de bom.
O ponto alto da viagem foi um almoço MARAVILHOSO no Barcaxeira, um restaurante que fica bem pertinho de onde saem as jangadas para os passeios. O lugar é delicioso, a comida e atendimento excelentes, recomendo! 
Devido a chuva forte e ao tempo, não pude ir ao Pontal onde ficam os cavalos marinhos e não acompanhei o por do sol de que falam tanto.
Acredito que o fato de  minha experiência não ter sido muito boa em Porto de Galinhas, se deu única e exclusivamente pelo tempo feio que peguei ali.Não tive o privilégio de conhecer tudo o que dizem desse lugar tão elogiado pela maioria dos turistas que ali vão, portanto, não desistam de Porto de Galinhas, mas torçam para um lindo dia de calor e céu azul.




O dia em que Porto teve 80 tons de cinza

Momento delicinha, a gente sempre se encanta
Recomendadíssimo

Valores em julho 2017
Aquele momento em que você quer dez marmitas para levar pra casa.
Pra mostrar que não guardo rancor, fiz até amizade com um ouriço




segunda-feira, 17 de julho de 2017

Cânion do Xingó, ir por conta própria ou contratar agência?

O passeio que estava me deixando mais ansiosa durante o planejamento desta viagem era sem dúvidas, o passeio ao Cânion do Xingó, no município de Canindé, Sergipe.
Eu tinha visto fotos lindíssimas do lugar e os comentários eram sempre positivos, minha dúvida era: ir por conta própria ou ir por agência?
Fiz e refiz os cálculos, estávamos realmente tentados a encarar os 250 quilômetros de estrada no carro que alugaríamos, mas depois de ler inúmeras vezes que o trajeto era bastante cansativo e que são aproximadamente três horas e meia de estrada, acabamos cedendo e fechando com uma agência.
Foi a melhor coisa que fizemos! O passeio é mesmo muito cansativo, a estrada não é das melhores, é esburacada e cheia de quebra molas pelo caminho, sem contar que uma boa parte no trajeto de volta é feita à noite, em trechos sem iluminação.
Fechamos o passeio pelo Decolar.com ( 175,00 por pessoa), e o passeio foi realizado pela TopTur . A van era novinha e o guia Sandro muito atencioso e extremamente pontual. Uma coisa que gostei muito foi da postura do guia, ele não é daqueles guias que te sufocam com brincadeiras exageradas, ele explica tudo, conta curiosidades dos locais por ande passamos, dá instruções sobre o passeio, tudo sem exageros, te dando tempo para descansar durante o longo trajeto.
Na ida, paramos duas vezes, a primeira, no meio do caminho, para um café e a segunda às margens do rio São Francisco, para algumas fotos e para ouvir a mórbida história do ator global que morreu afogado após as gravações de uma novela.
Depois de três horas ,muito saculejo e muitas músicas regionais, chegamos em Canindé, às margens do rio de onde saem os catamarãs.
Tudo ali é centralizado no restaurante Karrancas onde além do almoço, são vendidos os bilhetes para o passeio ( no nosso caso, já estavam inclusos).O almoço é feito na volta do passeio, custa 39,90 por pessoa, no estilo coma à vontade. A comida é boa, mas nada assim surpreendente, o restaurante é limpo, organizado e tem uma linda vista para o rio. Vale ressaltar que nas dependências do Karrancas e do catamarã não é permitido levar lanchinho de fora, então prepare-se para desembolsar um dinheirinho a mais para comer ali mesmo.
O embarque foi feito de maneira bem organizada, e com uma pontualidade admirável.
O passeio dura em média três horas , sempre rodeado de belíssimas paisagens e embalados ao som de forró. Se você não gosta de músicas regionais, se prepare para cantá-las inconscientemente por pelo menos uma semana, isso será inevitável!
O catamarã para num local lindíssimo, onde foi montada toda uma estrutura para receber os turistas. Tem um espaço cercado, com escadas, para você poder entrar na água, como a profundidade é de dez metros, ficam disponíveis coletes, bóias e espaguetes para que você possa usar. É neste lugar também que você pode fazer um passeio de barquinho, que na minha opinião é o ponto forte do passeio. A paisagem e realmente incrível O passeio custa dez reais por pessoa e deve ser pago em dinheiro, dura em média 15 minutos e rende muitas fotos! O catamarã fica ancorado por uma hora e depois volta ao restaurante, onde você poderá almoçar.Nosso guia nos sugeriu comprar o o almoço antes, para não ficarmos na fila depois, foi uma dica realmente válida.
O passeio é realmente incrível, e mergulhar nas águas do Rio São Francisco é uma experiência muito bacana. Recomendo para todas as idades, minhas filhas amaram!
Não é um passeio barato, mas a experiência vale cada centavo.
O retorno foi bem cansativo, como já era de esperar, retornamos ao hotel exaustos, mas cheios de fotos para mostrar e histórias para contar!