sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Um dia em Toledo, Espanha


Saímos cedo do hotel, passamos em uma lojinha de conveniências, abastecemos nosso carro com donnuts, crossaints e refrigerante, era nosso primeiro dia de estrada pela Espanha, no final do dia precisávamos estar em Castellon, onde tínhamos reserva e onde meu marido iria trabalhar nos próximos dias. Antes de Castellón, queríamos ir a Toledo, que fica à 72 quilômetros de Madri, nossa meta era uma passadinha rápida, apenas para conhecer a antiga capital da Espanha e seguir viagem. Foi uma decisão muito acertada. A cidade é incrível!
Já estávamos encantados com as paisagens pela estrada, o céu não estava azul como eu gostaria, mas o importante era não chover para que pudéssemos aproveitar melhor o dia. Pelo caminho, alguns castelos podem ser vistos ao longe, mas nada se compara com a sensação da mudança repentina de cenário...
Chegar a Toledo é como estar caminhando e de repente entrar em um cenário de um filme medieval.
A vista ao longe da cidade, rodeada por seus muros, o portal da cidade já te dá uma dica do que você encontrará lá dentro.
Toledo é pura história! Cada canto, cada construção tem algo para te ensinar. Uma cidade de três culturas que superaram diferenças e dividiram o mesmo espaço. Impossível não se envolver e não se apaixonar pelo marrom de sua vista!
 
 
Ao passar pelo portal da cidade, quase parei para perguntar se tinha que comprar ingresso, pois a sensação era de estar entrando em um parque temático.
Toledo encanta pela sua beleza e pela sua conservação. Tudo ali é preservado. O mais legal é andar por aquelas vielas, em meio aquelas construções e imaginar que ali viviam pessoas de verdade, que moravam e trabalhavam ali.
 





 
Estacionar não foi problema, a cidade conta com vários estacionamentos.
Existem muitos pontos para visitação, a maioria dos lugares cobram ingressos que variam de um a cinco euros, inclusive para entrar nas igrejas da cidade.
Visitamos uma igreja visigoda, pela bagatela de 1 euro. A vista da torre da igreja é encantadora, porém para chegar até lá você precisa de fôlego e não pode se importar com o cheiro forte das fezes dos pombos.
 











 
Se você gosta de comprar lembrancinhas, se prepare! A cidade é lotada de lojinhas, com os preços mais variados.
 



 
Como em qualquer cidade turística, há muitas opções para comer, há comida para todos os gostos e bolsos. Nós optamos por comer um lanche típico espanhol, o bocadillo, que nada mais é um lanche montado na baguete. O local era super charmoso, uma lanchonete subterrânea, com um dono muito simpático, mas infelizmente não lembro o nome do lugar.
Foi nessa lanchonete simpática que cometi uma das maiores gafes da viagem: eu pedi um Guaraná! Não sei até agora porque fiz isso! Primeiro porque sei que na Europa não existe  e segundo porque nem no Brasil costumo tomar Guaraná! Tudo bem... o dia estava frio e o ardor no rosto provocado pela vergonha serviu para esquentar um pouquinho.
 

 
Em cada viela que passávamos era uma surpresa, e era impossível segurar a boca e não soltar aquele: ohhhhhhh em cada paisagem diferente que avistávamos.
Em uma dessas vielas, fomos abordados por um senhor que insistiu em nos levar para conhecer o trabalho dele. Ele pertencia a um grupo de artesãos que fazia  jóias lindíssimas, típicas da região... Confesso que ele nos fez andar por uns lugares tão estreitos e estranho que deu um pouco de medo, mas no final valeu a pena: pudemos ver como as  são feitas, mas é claro que não compramos nada,  nossos euros precisavam durar a semana toda! Vocês podem até achar que sou pão dura, mas numa viagem internacional, levando em consideração o fato da nossa moeda ser tão desvalorizada, se você não tiver pulso firme e não resistir às tentações, você volta para o Brasil falida. Eu tinha essa consciência, e em todos os passeios que faço levo ela junto comigo. Pra mim, passear, conhecer e fotografar já é a melhor lembrança de todas, portanto, em meus posts, vocês nunca terão a seção compras! Agora, se você tiver dinheiro sobrando, se jogue! Toledo é o lugar!
 

Lá em Toledo eu tive uma constatação: Eu amo portas! Era meio que inconsciente, quando me dava conta lá estava eu fazendo poses e fotografando as grandes portas de Toledo.






Passamos pouco tempo na cidade, não entramos em todos os lugares e tenho certeza de que deixei de ver muita coisa bacana, mas o pouco que vi valeu muito a pena! Passeio incrível!















 
 
 
 


 
 
 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Museu do Prado Grátis

Eu iria passar somente uma tarde em Madri, encontraria com uma amiga que mora lá, que eu não via há 28 anos, então tinha que planejar muito bem meu curtíssimo tempo na cidade.
Uma coisa eu tinha em mente: queria visitar o Museu do Prado, e depois de pesquisar na internet descobri que após as dezoito horas a entrada no museu é gratuita, porém vale lembrar que o museu fecha às vinte horas.
Marquei de encontrar minha amiga em Puerta del Sol, uma praça bem conhecida em Madri, onde fica o marco zero da cidade. A praça tem uma arquitetura bem interessante, serve de ponto de encontro e abriga o símbolo da cidade: a estátua "O urso e o Madroño", inaugurada em 1967, é um dos locais mais fotografados de Madri e é até difícil conseguir fazer uma foto exclusiva com o tal urso, já que os turistas competem por um espaço. Confesso que imaginava um grande urso em uma grande árvore, mas a estátua é relativamente pequena. A praça é bem movimentada, com várias estátuas vivas esperando suas moedinhas, são artistas incríveis!


O grande pequeno urso
 
Acredite, é uma pessoa de verdade segurando a moto!
 
 
Encontrei minha amiga e visitamos a Plaza Mayor , e segundo ela, todas as cidades da Espanha tem sua "praça maior", coisa que comprovei pelas cidades que passei. A praça é bem bacana e vale a pena conhecer, lá também tinha de tudo: desde estátuas vivas e bolhas de sabão gigantes até personagens como o Homem Aranha e o Ursinho Pooh, todos em busca das moedinhas que para nós pobres brasileiros são bem valiosas.

Plaza Mayor de Madri


Os filhos da minha amiga amam as bolhas!

Mas meu objetivo mesmo era chegar ao Prado! Pegamos o metrô e seguimos até lá. Não pense que é chegar chegando! Primeiro você passa por uma longa fila, para entrar de graça. Não sei se em horário normal, com compra de ingresso a fila é assim, mas se você não quiser pagar 14 euros e quiser conhecer o museu todo, te aconselho chegar mais cedo para entrar na fila.
A fila embora extensa, não é tão grande e demoramos aproximadamente 40 minutos para entrar, mas para quem tinha enfrentado uma noite dentro do avião, uma chegada emocionante ao hotel e o estresse de três metrôs até aquele ponto e  mais alguns milhares de passos, o tempo que fiquei na fila fez com que o cansaço chegasse pra valer e eu não tive pique para conhecer todas as salas do museu.
Vi as obras principais, todas lindíssimas e imponentes. Lá não é permitido fotografar, e para nós, brasileiros que estamos viciados em selfies, dá um pouquinho de frustração, mas o legal disso é que você pode simplesmente contemplar, sem se preocupar com caras e bocas.
Para saber mais sobre o museu visite o site: www.museodelprado.es


Um pedacinho da fila

Quase chegando!

Aproveite que está na fila e aprecie a vista! O lugar é lindo

 

Metro em Madri

Depois de uma viagem de quase onze horas e um serviço de transfer um tanto quanto animado, fiz meu check-in no Meliá Barajas. Um bom hotel, confortável, próximo do Aeroporto e de fácil acesso ao metrô, sem contar que o café da manhã é SENSACIONAL.
Como meu marido só chegaria no final da noite, marquei de me encontrar com uma amiga que mora em Madri, que eu não via há uns 27 anos, mas para isso, eu teria que chegar ao centro, e a melhor forma, segundo informações era de metrô. E lá ia eu... pela primeira vez na Espanha, sem falar nada de espanhol e morrendo de vergonha de arriscar meu portunhol fluente andar de metrô sozinha por Madri! Detalhe: sem telefone e sem internet, pois eu não fiz nenhum plano de telefonia durante minha estadia ( erro gravíssimo, que só percebi um mês depois, quando a conta do meu celular pós pago chegou).
Claro que iriam me ajudar com informações precisas na recepção do hotel! Sim! Eu ainda acreditava na cordialidade hospitaleira dos espanhóis! Claro que não recebi informação alguma... o recepcionista apenas me entregou o mapa do metrô de Madrid e disse: " Estás a cá, precisa ir a cá" e me mostrou um pontinho nesse mapa super fácil de entender.


     Fiquei um tempo olhando o mapa e tentando me localizar, e pude entender para que servem aqueles inúmeros exercícios de "leve a abelhinha ao pote de mel" com aquelas linhas formando enormes labirintos que as professoras de educação infantil passam para seus alunos fazerem incansavelmente.
   Com um pouquinho de atenção, acaba se tornando uma atividade legal e de fácil interpretação.
   Caminhei até o metrô e procurei o guichê para compra do bilhete e claro: não havia guichê algum!Era apenas uma máquina, onde você clicava, escolhia o tipo de bilhete apropriado, inseria as notas, recebia o troco e o bilhete.
   Uma coisa que me chamou atenção na Espanha foi isso: a falta de funcionários em todos os lugares, nas estações de metrô você encontra alguns perto das catracas, que te dão informações breves, mas é só, a maioria dos serviços são automatizados, assim como nos pedágios e estacionamentos públicos (como já foi mencionado na postagem " De Madri a Barcelona com carro alugado").
   Se você estiver turistando em Madri, vale a pena optar pelo Abono turístico. Esse tipo de bilhete custa 8,40 euros, e com ele você pode andar o dia todo utilizando o transporte público de Madri, se você for ficar alguns dias na cidade, opte pelos bilhetes de até 7 dias, que saem mais baratos.

 
 
Para maiores informações e tarifas atualizadas, entre no site do metrô de Madri:www.metromadrid.es
 
Sobre o metrô, não senti muita diferença no trem em si, o que difere é a atitude dos passageiros, não há empurra-empurra na hora de entrar, quem vai embarcar espera naturalmente que os outro saiam para só depois entrar no trem. Outra coisa interessante é a atitude dos espanhóis nas escadas rolantes, mesmo em horário de pico, eles formam uma fila na lateral da escada, deixando um espaço livre para a passagem de quem está realmente apressado. Quem está acostumado fazer baldeação na Sé em horário de pico, precisa tomar cuidado para não pagar mico e se passar por mal educado ( eu fechei o a passagem da escada rolante e fui advertida por um simpático menino de aproximadamente dez anos de idade).