terça-feira, 24 de outubro de 2017

Natal, lugar incrível!


Saímos de Porto de Galinhas pela manhã, rumo a Natal, com planos de passar por Recife e Olinda e mais uma vez a chuva insistiu em mudar nossos planos. 
Quando chegamos em Recife, paramos no marco zero para a fotinho tradicional, mas nesta altura do campeonato, a chuva era tão forte que acabamos tirando a foto mais rápida de nossas vidas e corremos para procurar abrigo.
A única coisa que deu mesmo para fazer foi visitar o museu dos bonecos gigantes, um lugar interessante, onde você pode ver de pertinho os bonecos usados no carnaval pernambucano.
Desistimos de Olinda e seguimos nossa viagem chuvosa, quem sabe em Natal seríamos presenteados pelo Papai Noel com um lindo sol, ainda restava esperança, apesar de todos os sites sobre clima dizerem o contrário.
Foram 350 Km de alternância entre chuva, muita chuva, chuva fraca, chuvisco e chuvarada, mas para nossa alegria quando chegamos em Natal deu até para curtir um tímido por do sol.
Nosso hotel não ficava próximo da praia, mas era bem pertinho de um shopping e as acomodações eram muito boas. www.monzapalace.com.br
Nossa primeira visita foi ao maior cajueiro do mundo, confesso que me surpreendi com a organização do pequeno parque. O guia local dá um verdadeiro show nas explicações e o passeio rende belas fotos! É uma passeio rápido, tudo gira em torno do enorme cajueiro, claro, sempre com muitas lojinhas de artesanato e lembrancinhas ao redor.

Nosso segundo dia em Natal, foi sem dúvidas o melhor. Passear de buggy é um passeio imperdível! Nós não havíamos fechado com nenhuma agência, queríamos um passeio mais simples, só mesmo para matar a curiosidade. Fechamos o passeio por 130 reais com um rapaz que nos abordou na estrada. Mesmo não escolhendo o passeio com emoção, confesso que foi muito, muito emocionante.
A paisagem é incrível, um visual quase surreal, e para nossa alegria, acreditem: não choveu! Para nossa surpresa, quando chegamos ao topo de uma duna, fomos informados que estavam tirando fotos nossas durante o trajeto e é claro que, ainda com a adrenalina à mil, é impossível resistir a possibilidade de eternizar aquele momento... pagamos os 50,00 pelas fotos na maior alegria.




Depois do passeio de buggy, que durou aproximadamente três horas, ainda deu tempo de visitar a Fortaleza dos Reis Magos, um passeio também imperdível. Recomendo aguardar o guia, que dá um verdadeiro show de história durante as explicações e faz com que aquelas paredes ganhem um significado todo especial.



Das praias que visitamos em Natal, a que mais gostei foi a Praia do Forte, pois como ela é protegida por uma barreira de corais, o mar se torna quase uma piscina e a água é incrivelmente morninha.
Ponta Negra é uma delícia também, mas já é um lugar mais movimentado, cheio de restaurantes, com vista para o famoso Morro do Careca, onde num passado remoto o pessoal se deliciava no esqui-bunda. Hoje o morro é local de preservação e não existem mais atividades turísticas em suas areias.
Nossa visita à Natal foi rápida, mas deixou aquele delicioso gostinho de "quero mais". Sei que tem muito mais para ser visto por ali, mas em nossa breve passagem de três dias aproveitamos muito e vimos um dos lugares mais gostosos de nossas férias chuvosas no Nordeste.





sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Porto de Galinhas e a chuva insistente


Saímos de Aracaju logo cedo, nossos planos era parar em Maragogi, para passar o dia e depois seguir para Porto de Galinhas, onde ficaríamos hospedados.
Logo que pegamos a estrada comecei a ficar preocupada, pois ao olhar o horizonte eu não via mais nada além de nuvens negras. E foi assim, quilômetro após quilômetro. Confesso que o mau humor me abateu nesta hora e meu planos de um dia gostoso em Maragogi começaram a ir ladeira abaixo.
Quando finalmente chegamos em Maragogi, a chuva estava tão intensa, o vento tão forte e o céu tão feio que desanimamos, sem contar que as meninas estavam no sono dos justos no banco de trás. Conclusão: seguimos direto para Porto de Galinhas sem nem ver o mar de Maragogi, uma pena!
Quando chegamos lá, a chuva finalmente deu uma trégua e seguimos para a pousada onde tínhamos reserva.
A pousada escolhida foi a Pousada Mangaju, quando cheguei lá, mais uma constatação: nunca acredite muito nas fotos dos sites de hotéis. Nas fotos a pousada parecia bem diferente do que realmente era. A localização não era das melhores, a pousada fica a 3 Km do centro de Porto, para quem não está de carro não é uma boa opção, pois o caminho que leva ao centro, à noite é bem escuro. A piscina foi o que mais me iludiu, na foto parecia uma piscina grande, mas o que encontramos lá não foi bem assim. Confesso que meu mau humor, por conta dos fatores meteorológicos tornou a situação pior pra mim. Eu literalmente estava vendo tudo cinza naquele dia ( principalmente o céu, rsrssrs). Mas tudo bem, fiz o check-in, nos acomodamos e depois de uns minutos comecei a ver os pontos positivos da minha hospedagem. Era uma pousada bonitinha sim, simples, mas honesta. Tudo limpinho e num lugar até que tranquilo. Os quartos eram espaçosos, com uma pequena cozinha. No dia seguinte, durante o café da manhã, comi os melhores pastéis da viagem, e isso arrebatou meu coraçãozinho de turista frustrada.
Mas vamos falar de Porto de Galinhas!
Bem, o Centrinho de Porto de Galinhas é um lugar movimentado, cheio de lojinhas de lembrancinhas ( achei os preços bem bacanas) e restaurantes, para todos os bolsos e paladares. Na nossa primeira noite, comemos numa pizzaria, depois de comprarmos um quadrinho feito na hora por um garoto local, muito simpático, conhecido na região como "Bucho". Gostei de observar aquele menino, tão novo e tão esforçado, tentando nos agradar com sua arte, ele realmente se orgulhava daquilo que estava fazendo e isso nos conquistou, pagamos 20,00 pelo souvenir que veio embalado no maior capricho. A escolha da pizzaria para o nosso jantar se deve a ele, pois enquanto ele pintava a chuva mais uma vez nos agraciou com sua presença e ele acabou terminando de pintar na calçada dessa pizzaria.Comemos uma pizza com uma massa e recheio bem tímidos, mas com uma limonada suíça muito gostosa e um excelente atendimento da garçonete. A chuva ia e voltava, mas não chegou a atrapalhar nossos planos de passear e ter uma noite agradável. Nossa esperança era o dia seguinte, esperávamos que a chuva desse uma trégua, que o sol aparecesse e nos desse uma visão incrível do mar de Porto, um passeio perfeito  nas piscinas naturais e que os peixinhos estivessem felizes nos esperando. Claro que nada disso aconteceu...
O dia amanheceu mais uma vez cinzento, chuvoso, quase frio... Eu realmente tive vontade de desistir dos passeios e ficar na cama chorando a desgraça do frio no Nordeste, mas depois de um café da manhã gostoso, de acabarmos com todo o estoque de pastelzinho da pousada e da insistência do meu marido criei coragem e fomos passear.
Sim... mesmo com o céu cinzento, o vento frio e o mar feio fomos às piscinas naturais. 
Pagamos 25,00 por pessoa para percorrer o curto caminho até a piscina natural. Mesmo com o dia desfavorável, o lugar estava bem cheio. O jangadeiro para ali e fica nos esperando, o passeio dura aproximadamente uma hora. Recebemos um punhado de ração que fazem com que os peixes venham alucinados atrás de comida, quando a comida acaba eles desaparecem e vão atrás de um turista que ainda tenha ração. 
Quando desci da jangada, tive a infelicidade de pisar num ouriço, os espinhos atravessaram o chinelo e furaram meu pé. Quando alguém te disser que pisar num ouriço dói, acredite, dói muito, muito mesmo! Fiquei uns três dias com o pé doendo, mas não tive febre ( como algumas pessoas dizem que dá) e deu para andar tranquilamente.
Se o passeio vale a pena? Vale. Mas confesso que não foi bem o que eu imaginava.Acredito que tenham piscinas naturais melhores que a de Porto de Galinhas.
Depois da jangadinha, fomos até a praia de Muro Alto. Gostei muito de lá e acredito que seja um lugar bem bacana num dia de calor e céu azul. Como a praia está protegida por uma barreira de corais, fica bem tranquilo curtir a praia, sem ondas, e para as crianças deve ser tudo de bom.
O ponto alto da viagem foi um almoço MARAVILHOSO no Barcaxeira, um restaurante que fica bem pertinho de onde saem as jangadas para os passeios. O lugar é delicioso, a comida e atendimento excelentes, recomendo! 
Devido a chuva forte e ao tempo, não pude ir ao Pontal onde ficam os cavalos marinhos e não acompanhei o por do sol de que falam tanto.
Acredito que o fato de  minha experiência não ter sido muito boa em Porto de Galinhas, se deu única e exclusivamente pelo tempo feio que peguei ali.Não tive o privilégio de conhecer tudo o que dizem desse lugar tão elogiado pela maioria dos turistas que ali vão, portanto, não desistam de Porto de Galinhas, mas torçam para um lindo dia de calor e céu azul.




O dia em que Porto teve 80 tons de cinza

Momento delicinha, a gente sempre se encanta
Recomendadíssimo

Valores em julho 2017
Aquele momento em que você quer dez marmitas para levar pra casa.
Pra mostrar que não guardo rancor, fiz até amizade com um ouriço




segunda-feira, 17 de julho de 2017

Cânion do Xingó, ir por conta própria ou contratar agência?

O passeio que estava me deixando mais ansiosa durante o planejamento desta viagem era sem dúvidas, o passeio ao Cânion do Xingó, no município de Canindé, Sergipe.
Eu tinha visto fotos lindíssimas do lugar e os comentários eram sempre positivos, minha dúvida era: ir por conta própria ou ir por agência?
Fiz e refiz os cálculos, estávamos realmente tentados a encarar os 250 quilômetros de estrada no carro que alugaríamos, mas depois de ler inúmeras vezes que o trajeto era bastante cansativo e que são aproximadamente três horas e meia de estrada, acabamos cedendo e fechando com uma agência.
Foi a melhor coisa que fizemos! O passeio é mesmo muito cansativo, a estrada não é das melhores, é esburacada e cheia de quebra molas pelo caminho, sem contar que uma boa parte no trajeto de volta é feita à noite, em trechos sem iluminação.
Fechamos o passeio pelo Decolar.com ( 175,00 por pessoa), e o passeio foi realizado pela TopTur . A van era novinha e o guia Sandro muito atencioso e extremamente pontual. Uma coisa que gostei muito foi da postura do guia, ele não é daqueles guias que te sufocam com brincadeiras exageradas, ele explica tudo, conta curiosidades dos locais por ande passamos, dá instruções sobre o passeio, tudo sem exageros, te dando tempo para descansar durante o longo trajeto.
Na ida, paramos duas vezes, a primeira, no meio do caminho, para um café e a segunda às margens do rio São Francisco, para algumas fotos e para ouvir a mórbida história do ator global que morreu afogado após as gravações de uma novela.
Depois de três horas ,muito saculejo e muitas músicas regionais, chegamos em Canindé, às margens do rio de onde saem os catamarãs.
Tudo ali é centralizado no restaurante Karrancas onde além do almoço, são vendidos os bilhetes para o passeio ( no nosso caso, já estavam inclusos).O almoço é feito na volta do passeio, custa 39,90 por pessoa, no estilo coma à vontade. A comida é boa, mas nada assim surpreendente, o restaurante é limpo, organizado e tem uma linda vista para o rio. Vale ressaltar que nas dependências do Karrancas e do catamarã não é permitido levar lanchinho de fora, então prepare-se para desembolsar um dinheirinho a mais para comer ali mesmo.
O embarque foi feito de maneira bem organizada, e com uma pontualidade admirável.
O passeio dura em média três horas , sempre rodeado de belíssimas paisagens e embalados ao som de forró. Se você não gosta de músicas regionais, se prepare para cantá-las inconscientemente por pelo menos uma semana, isso será inevitável!
O catamarã para num local lindíssimo, onde foi montada toda uma estrutura para receber os turistas. Tem um espaço cercado, com escadas, para você poder entrar na água, como a profundidade é de dez metros, ficam disponíveis coletes, bóias e espaguetes para que você possa usar. É neste lugar também que você pode fazer um passeio de barquinho, que na minha opinião é o ponto forte do passeio. A paisagem e realmente incrível O passeio custa dez reais por pessoa e deve ser pago em dinheiro, dura em média 15 minutos e rende muitas fotos! O catamarã fica ancorado por uma hora e depois volta ao restaurante, onde você poderá almoçar.Nosso guia nos sugeriu comprar o o almoço antes, para não ficarmos na fila depois, foi uma dica realmente válida.
O passeio é realmente incrível, e mergulhar nas águas do Rio São Francisco é uma experiência muito bacana. Recomendo para todas as idades, minhas filhas amaram!
Não é um passeio barato, mas a experiência vale cada centavo.
O retorno foi bem cansativo, como já era de esperar, retornamos ao hotel exaustos, mas cheios de fotos para mostrar e histórias para contar!


























sexta-feira, 14 de julho de 2017

Aracaju

Nossa chegada em Aracaju foi tranquila,nos hospedamos no Mercure, que naquela semana passou a se chamar Delmar. Conseguimos um bom preço através do Booking.

Sobre o hotel, só tenho elogios, quarto espaçoso, funcionários prestativos, piscina maravilhosa e localização perfeita, na Orla do Atalaia.

É na orla do Atalaia que estão os principais pontos turísticos da cidade, como os Arcos do Atalaia, o Oceanário e a Passarela do Caranguejo.

Fizemos boas caminhadas por ali, comemos, andamos e corremos da chuva algumas vezes.

Eu já havia pesquisado sobre as praias de Aracaju e sabia que elas não eram as mais convidativas do Nordeste, então nem me empolguei.Como só teríamos um dia na cidade escolhemos aproveitar a piscina do hotel e conhecer o oceanário.

          O oceanário de Aracaju.

É um dos principais pontos turísticos da orla, é um lugar gostoso, mas confesso que fiquei um pouco decepcionada, pois como abriga o Projeto Tamar, eu esperava ver mais tartarugas, mas só haviam duas e elas não estavam muito receptivas naquele dia.

As crianças podem passar a mão nos tubarões, exceto nas segundas-feiras, que é o dia de descanso deles ( é claro que fui logo numa segunda-feira), nos contentamos em observá-los sendo alimentados.

Uma experiência bacana que tivemos no oceanário foi a explicação no tanque de crustáceos, onde desta vez pudemos segurá-los e ter um contato mais próximo.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Férias no Nordeste, bora planejar!

Nunca tinha ido para o Nordeste, e confesso que essa era uma frustração para mim...
Sempre tive medo do calor, de me queimar demais, de não me sentir bem e fui adiando...
Este ano criei coragem e decidi marcar a viagem para as férias de julho, imaginando fugir do frio de São Paulo e encontrar um Nordeste com céu azul e temperaturas amenas ( será?)
Sempre digo que a viagem não começa ao entrar no avião, nem ao fazer as malas, mas sim no planejamento.
Mas... Como fazer esse planejamento?
Nossa primeira pergunta: quantos dias?
Optamos por duas semanas, seria o suficiente para conhecer e também descansar... Sem a correria desvairada de sempre.
Segunda pergunta: onde?
O fator preço foi fundamental para responder esta pergunta, eu sabia que seria o Nordeste, mas...qual estado?
Acabei optando por um vôo para Aracaju, pois era muito mais barato.
Mas... Quinze dias em Aracaju?
Teria tanto assim pra ver por lá?
Foi aí que aquela velha mania de querer ver tudo e desbravar tudo de uma vez nos pegou de jeito mais uma vez...
Com o valor que economizamos nas passagens, bem que poderíamos ir "subindo" o Nordeste, não é mesmo? Nesse momento, dezenas de possibilidades começaram a borbulhar na nossa mente e aquele velho costume do "é tão pertinho" nos levou a traçar a rota de Aracaju até Natal, foi neste momento que  caiu por terra nossa teoria de duas semanas tranquilas, sem correria!
E lá fomos nós começar a pesquisa de hotéis, locação de carro, passeios, etc, etc, etc.
Mais uma vez lá estava eu fazendo um caderninho de planejamento, com dicas, preços, roteiros. Acredite, este caderninho é fundamental!
Costumo fechar os hotéis pelo  Booking ou pelo Decolar.com
e desta vez não foi diferente.
Hotéis sempre foram um problema pra mim, pois as grandes redes geralmente são caras e os hotéis mais baratos nem sempre são como aparecem nas fotos, por isso sempre fico ansiosa ( entenda por ansiosa: pânico, apavorada) até ver o que realmente me espera.
Depois dos hotéis, foi a hora de começar uma loooonga pesquisa sobre passeios, pontos turísticos as melhores praias e aí vem mais um problema: com um roteiro tão longo, chega uma hora que você nem lembra mais o que fica onde e se deve ir para as praias do norte ou do sul ( ainda bem que existe o tal caderninho!).
Confesso que durante esse período de planejamento, montei e desmontei meu roteiro várias vezes, arranquei folhas, mudei hospedagens, desisti de passeios e depois voltei atrás. Planejar dá trabalho, exige paciência e principalmente muita pesquisa em sites e blogs de viagem.
Agora... Porque relatei todo esse processo de planejamento?
Primeiro: para que você perceba o quão importante é planejar ( tanto para não perder tempo quanto para não perder dinheiro).
O bacana de chegar em um lugar  e ter ao menos uma noção dos principais passeios e seus valores é que desta forma, você não cai na conversa fiada dos agentes que ficam tentando te convencer a fazer os mais variados passeios, você sabe se os valores cobrados estão abusivos e se vale a pena aceitar tudo aquilo que te oferecem.
No nosso caso, só aceitamos fazer os passeios que eram inviáveis fazer por conta própria.
Segundo para te dar um conselho: planeje, mas conte com imprevistos. Não se frustre se as coisas não forem do jeitinho que você planejou. O planejamento é uma diretriz mas não uma obrigatoriedade.
No meu caso, precisei lidar com um pequeno detalhe que não estava planejado: a chuva!
Sabe as fotos de céu azul? O mar caribenho? Praias paradisíacas? Pois bem, essas fotos ficarão apenas nos blogs que visitei durante minhas pesquisas e precisei trabalhar meu psicológico por quilômetros e mais quilômetros de estrada com céu cinzento.
Eu repetia mil vezes para mim mesma: "Nem tudo está perdido, aproveite o momento..." Confesso que continuo neste exercício!
Se eu pesquisei que chove em julho no Nordeste? Claro que sim! Mas eu não imaginaria que este seria o julho mais chuvoso dos últimos anos!
Relato isso para que você saiba que existem coisas numa viagem que, por mais que você planeje, não dependem de você, mas que se acontecerem não devem te tirar a paz e a alegria de estar curtindo o momento e colecionando histórias!



Voltei!

Sim... Eu dei uma sumidinha, né?
Não foi falta de coisas para contar, mas sim falta de tempo para escrever.
Estou de volta, devendo alguns posts, sobre o Chile, Floripa com a família, Cartagena e uma viagem delicinha para Três Lagoas... Mas vou pular essas viagens para contar sobre nossas férias chuvosas no Nordeste. Essas férias nem acabaram e já vou começar a escrever pois tem muita coisa pra contar.
Prometo que volto depois nas viagens que ficaram para trás, ok?

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Valle Nevado, Chile Segundo dia...


Nossa maior ansiedade era para conhecer a neve. Deixamos para fazer o passeio no segundo dia da viagem.
Fechei o tour pela Decolar.com, muitos não sabem, mas é possível comprar passeios pelo aplicativo e até parcelar no cartão de crédito.
Como fomos no mês de setembro, eu não tinha muita ideia de como estaria o tempo por lá e as condições da neve, era final da temporada de esqui e minha torcida era para que a neve nos esperasse por lá.
Meu maior medo era o frio, todos dizem que é muito frio por lá e como  nunca havíamos tido contato com a neve, saí do Brasil com uma mala cheia de casacos, cachecóis, protetores de ouvido, gorros e luvas.
Acordamos cedo para pegar o transfer, que nos apanharia no apartamento, nos vestimos em todas as camadas recomendadas e fomos para o saguão esperar a van.
A van passou no horário combinado, mas o chato desses passeios é que eles vão fazendo um pinga-pinga pela cidade, buscando as pessoas nos hotéis. Fomos os primeiros a entrar na van, posso dizer que conhecemos a cidade toda até pegar a estrada.
Com todos a bordo, pegamos a estrada e fomos para nosso destino. No começo da subida para a montanha, paramos num lugar para alugar roupas, o guia, muito amável e atencioso nos informou que não precisávamos alugar a roupa completa, não fazia muito frio, então não haveria necessidade de alugar casacos impermeáveis. Ele também nos explicou que a calça é necessária se você quiser sentar na neve, para evitar que você se molhe... Sobre as botas, ele recomendou, pois disse que encontraríamos lama pelo caminho e poderíamos sujar nossos tênis. Como sou uma pessoa bastante econômica ( pão dura não ) optamos por alugar calças apenas para a Bia (a Mari já tinha).O guia falou sobre sujar os tênis, então não me preocupei, pois o meu era de couro... Que engano! Ele disse sobre sujar, mas não disse sobre escorregar!
Em resumo: botas são sim importantes! Roupas impermeáveis, principalmente se você quiser rolar, fazer anjinho, escorregar, sentar ou se enterrar na neve. Luvas são fundamentais, a neve molha demais e ninguém consegue manuseá-la sem proteção. Eu comprei luvas num camelô, no centro de Santiago, por 3000 pesos, valeu super a pena!
Pegamos um dia de temperatura extremamente agradável, fomos tirando as camadas de blusas pelo caminho, os gorros, casacos e protetores de ouvido ficaram o tempo todo na mochila.
O caminho é lindo, a medida que vamos subindo a montanha a paisagem vai se modificando e a neve vai aparecendo...







Uma parte bem bacana foi quando nosso guia parou numa encosta da montanha para podermos brincar um pouco na neve. Se você como eu, optou por não esquiar, aproveite bem este momento.





Fiquei bem frustrada, pois minha ideia inicial era aproveitar Farellones (que é um parque mais tranquilo, para quem quer se divertir na neve) estava fechado. Isso mesmo, não havia mais neve em Farellones .



Seguimos para o Valle Nevado, que fica num ponto mais alto.
O lugar é realmente lindo, e a vista é incrível.
Você não paga para ficar em Valle Nevado, paga apenas para esquiar, para entrar na pista.´
Se você não for esquiar, não há muito o que fazer por lá... não há grandes espaços com neve para as crianças brincarem. Tem um restaurante por lá e alguns banquinhos para ficar observando quem está esquiando. Claro que as meninas encontraram um canto para cavucar a neve e fazer um boneco, meu marido se encarregou das fotos enquanto eu fiquei ali no banquinho apenas aproveitando minha deliciosa existência e claro, como boa mãe segurando todas a mochilas, guloseimas e as toneladas de blusas que elas foram tirando pelo caminho...










O Valle Nevado tem dois pontos: a base, onde o transfer te deixa e o topo, onde fica o hotel (cujo valor da diária desconheço). Tem um transfer gratuito que te leva de um lugar para o outro.
Se você estiver a fim de economizar, melhor levar algo para beliscar durante o dia, pois achei tudo muito caro por lá.
Não se esqueça do protetor solar, acredite, o sol na neve queima mais que na praia! Óculos escuros são importantes também.
É um passeio imperdível!